quarta-feira, 20 de março de 2013

Parque do Ibirapuera - A Pista de Cooper - Treino para Corrida de Rua


Continuando a série de artigos sobre as opções de trajetos para treinos de corrida de rua no parque do Ibirapuera, vou falar da Pista de Cooper, que fica próxima ao portão 6 do Parque do Ibirapuera.



A Pista de Cooper (exibida em vermelho no mapa acima) oferece uma opção interessante para aqueles que desejam um treino com menos impacto, mas sem as irregularidades de terreno que há na trilha que circunda o parque (exibida em amarelo no mapa acima).

Para mais informações sobre a pista que circunda o parque, clique no link abaixo.
http://www.robinsonmilani.com.br/2013/03/parque-do-ibirapuera-trilha-de-6-km.html


As principais características da Pista de Cooper são a maciez do solo de cascalho e o sombreamento produzido pelas árvores presentes em toda a extensão da pista.


O trajeto é demarcado a cada 100 metros por esses blocos avermelhados. Se você observar o mapa, verá que no meio da pista existe um retorno que forma um círculo e volta ao trajeto principal. Esse pequeno círculo adiciona 300 metros a pista que está demarcada com 1200 metros, o que totalizaria 1500 metros de percurso. Mas não se engane, as marcações estão muito erradas. O percurso total tem um comprimento real de 1350 metros.


O terreno é bastante regular e permite treinos rápidos se você chegar cedo, antes que a pista fique muito movimentada.


Uma observação interessante para quem não tem o hábito de correr no cascalho. A tração neste solo é menor que no asfalto, isso implica que seu tempo por quilômetro (pace) será uns 10 ou 15 segundos maior. Se você compensar e aumentar o esforço para manter a mesma velocidade do asfalto, vai perceber nitidamente, que é mais difícil correr no cascalho.



Você pode usar a pista de Cooper para estender a trilha de 6 Km que dá a volta pelo parque, totalizando 7,3 Km de trajeto. Na foto acima, a passagem que conecta as duas pistas. Quando estou na trilha de 6 Km, algumas vezes eu entro na Pista de Cooper para usar o bebedouro e reabastecer meu squeeze. A passagem da foto acima, está representada com o marcador vermelho no mapa das pistas.

Eu também utilizo a pista de Cooper como complemento para as distâncias que desejo percorrer na trilha externa. Por exemplo, para fazer um treino de 16 Km, eu executo 2 voltas pela trilha de 6 Km e corro os últimos 4 Km na pista de Cooper.

Também uso a pista como alternativa nos dias muito quentes. Se durante o meu treino, o sol e a temperatura começam a me incomodar, eu mudo minha rota, entro na Pista de Cooper e concluo meu treino por lá, protegido pela sombra das árvores.

As principais vantagens do treino na Pista de Cooper são:

Baixo impacto: O solo macio, recoberto por cascalho, diminui muito o impacto nas articulações, o percurso é bastante plano e regular, havendo pouco risco de torções e quedas.


Sombreamento: As árvores estão presentes em todo o trajeto, se você quer se proteger do sol, o local é ideal.


Fácil acesso a hidratação: Há dois bebedouros ao longo do trajeto, um deles fica no interior do circulo que acrescenta 300 metros ao circuito.

Cuidados e considerações ao correr na Pista de Cooper:

Evite a pista se a umidade relativa estiver muito baixa: Quando o tempo está muito seco, a quantidade de poeira em suspensão é muito grande. A respiração fica difícil e sentimos até o gosto de terra na boca.


Após períodos de forte chuva a pista fica inviável: Por ser recoberta de cascalho, a pista de Cooper resiste um pouco à chuva, mas após dois dias seguidos de tempo úmido ela fica inviável. Não arrisque escorregões que podem provocar uma lesão séria, não utilize a pista nestas condições.

Álbum de fotos:
Clique aqui para visualizar mais fotos no Picasa

Arquivos com a rota da trilha:
Link com a rota (course) no garmin connect:
http://connect.garmin.com/course/217094

Link com um treino que realizei neste percurso:
http://connect.garmin.com/activity/179720382

Se você criar uma conta no Garmin Connect (gratuitamente) e conectar com o seu usuário, terá acesso a opção de exportação do arquivo com o trajeto das trilhas acima, nos formatos tcx, gpx e kml.
Se você possuir um aparelho de navegação por GPS compatível com um desses formatos, poderá importar as informações para ele.